quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Terceiro capítulo do guia
O capítulo três estuda a prática da atenção consciente.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Segundo capítulo
O segundo capítulo do guia prático da prática de Atenção Consciente fala sobre os benefícios da meditação.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Iniciamos a publicação em 11 capítulos do guia prático de Colin Thompson sobre a atenção consciente no cotidiano. Uma prática que ajuda a aumentar nosso bem-estar e a diminuir o estresse e a ansiedade que sofremos na vida cotidiana. Veja no item Atenção Consciente. Tradução: Lúcia Amaral
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Domingo 23 foi o último dos oito encontros de Diálogos e Meditação sobre o tema: Amigos. Nossa convidada foi a terapeuta corporal Maria Lucia Teixeira que nos proporcionou uma vivência sobre as características emocionais que favorecem ou que prejudicam os vínculos de amizade.
***
Gilberto Dimenstein publicou na Folha de SP um interessante artigo sobre amizade on-line: Mais estúpidos ou inteligentes? Ele diz que o número de amigos no Facebook não mede apenas popularidade. Mede também o tamanho de áreas do cérebro associadas a uma rede que compreende memória, emoções e interações sociais. Quem quiser ler mais pode acessar:
www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/
***
Domingo dia 30: encerramento
das 17 às 18 - diálogo sobre nossa pesquisa: o que é amizade para você?
às 18 - curta metragem All you need is love.
***
Gilberto Dimenstein publicou na Folha de SP um interessante artigo sobre amizade on-line: Mais estúpidos ou inteligentes? Ele diz que o número de amigos no Facebook não mede apenas popularidade. Mede também o tamanho de áreas do cérebro associadas a uma rede que compreende memória, emoções e interações sociais. Quem quiser ler mais pode acessar:
www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/
***
Domingo dia 30: encerramento
das 17 às 18 - diálogo sobre nossa pesquisa: o que é amizade para você?
às 18 - curta metragem All you need is love.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Social media e a ditadura da felicidade
Pela lente da social media, a vida se transformou numa edição distorcida positivamente de si mesma.
Uma
certa coisa vinha me incomodando recentemente. Rodeado de Flickrs,
Facebooks e depois Instagrams, me batia uma certa angústia depois de
ficar passeando um tanto pelas vidas dos meu social friends. Eu ali,
olhando aquilo tudo e me sentindo meio estranho, talvez até meio deprê.
Esse contato bacana com tanta gente e eu me sentindo assim. Mas por quê?
Falta de ‘amigos’?
Acho que não. Eu na verdade venho gerenciando e tentando diminuir a quantidade de contatos que tenho nestes pontos todos. Gerenciar social friends virou a necessidade mais recente, não é mesmo? Google+ querendo se diferenciar por melhores ferramentas pra organizar seus ‘amigos’.
Falta de ver os amigos pessoalmente?
Também não acho que seja o caso. Para aqueles amigos que moram longe e não dá pra ver, acompanhamos a vida um do outro, ao menos um pouquinho, pelas redes. Os que estão perto, combinamos um monte pelas redes e temos até nos visto até mais do que antes. (Sem falar que essa história de vida virtual e real separadas faz cada vez menos sentido, mas isso é assunto para outro texto.)
Excesso de informação?
Sim, pode ser. O grande vilão, a info-obesidade, a falha do filtro, o dia só tem 24 horas e todas aquelas coisas que a gente vê ou fala em palestras. Mas acho também que não…
Então o que seria? Qual o motivo dessa angústia?
Há algum tempo venho brincando e dizendo que olhar o Instagram é como olhar a revista Caras, só que melhor. São todos nossos amigos e todos estão lindos, felizes e sorridentes, em lugares incríveis e com fotos muito mais bonitas por causa dos filtros maravilhosos do programa que transformam qualquer instantânea lavada numa foto espetacular.
A partir dessa observação é que a coisa começou a clicar.
Londres, Paris, Grécia, Roma, Cannes, San Francisco, Disney. Buenos Aires. Egito, Morro Dois Irmãos, Búzios, passeios de veleiro, andar de balão, madrugada no Rock in Rio, checkin naquele restaurante incrível que acabou de abrir, checkin em todos aqueles restaurantes incríveis.
Uma festa incrível, modelos incríveis, óculos incríveis, roupas incríveis, filhos incríveis, almoço de família maravilhoso, o cachorro mais fofo do mundo, o gato dormindo ao sol, sorrisos, muito sorrisos, felicidade, muita felicidade.
Está aí a minha angústia.
Toda essa felicidade, toda essa coisa incrível e linda, todos esses lugares maravilhosos, ainda mais belos e ‘instagramados’ era o que estava me deixando angustiado.
Mas o que estaria acontecendo comigo? Recalque? Inveja disso tudo? Por que isso me deixaria angustiado e não feliz? Não seria legal ver essa felicidade toda dos meus amigos?
Se a vida fosse assim o tempo todo, seria legal sim. Mas vista pela lente da social media, a vida se transformou numa edição distorcida positivamente de si mesma e é isso que vem me incomodando.
Quando foi que você viu uma foto de alguém de pijama no Facebook? Não uma foto sexy, de pijama sexy. Uma foto sem graça, mal iluminada de alguém de pijama velho? Um vídeo de 5 minutos de alguém passando fio dental e escovando os dentes sem nenhuma mensagem ou sacadinha? Uma discussão realmente sem importância de um casal? Uma foto sem filtro de uma caixa de sabão em pó? Um checkin na escola de alguém que foi deixar o filho de manhã na escola? Alguém dizendo que comeu pão de forma com margarina no café? Comemorando que está indo de ônibus trabalhar naquele dia? Foto da oficina mecânica onde o carro foi fazer uma revisão regular?
Na edição da vida em que transformamos a social media, não há espaço para o comum, o mundano, o regular, o cotidiano, ou se quisermos radicalizar, para a ‘vida’ como ela realmente é: às vezes boa, às vezes ruim, às vezes péssima, outras fantástica.
A vida vista pela social media é feliz, linda e instagramada em lugares incríveis, 98% do tempo (nos outros 2% estamos xingando no Twitter). Só mostramos aquilo que gostamos demais, os momentos demais, as comidas demais, através de fotos demais com os filtros mais bacanas. É basicamente uma edição bacana da realidade que deixa de fora justamente tudo o que não é lindo e incrível.
E como não acompanhamos isso tudo com um disclaimer na cabeça que diz “Os fatos e fotos aqui apresentados representam apenas o lado bacana da vida das pessoas, mas todo mundo tem seus bons e maus momentos”, a gente facilmente acaba por achar que a vida de todo mundo é 100% perfeita, menos a nossa, e isso certamente é motivo pra qualquer um se angustiar demais.
Porque não importa o quão bacana seja a sua vida, ou o que você tenha feito de legal num determinado dia. Nada do que você fez, tem ou é poderá nunca se comparar com todo esse mundo perfeito, incrível, de gente feliz e lugares extraordinários que é o coletivo de informações que chegam dos nossos social friends.
É preciso se dar conta que todo mundo tem o seu lado normal mas que simplesmente prefere não mostrar porque considera que não tem graça. E com razão, afinal qual é a graça de publicar um vídeo de alguém passando fio dental?
Talvez o Facebook e, principalmente, o Instragram realmente devessem colocar o disclaimer. Certamente ajudaria a diminuir essa angústia.
‘Desencana’ você vai dizer. ‘Você é que está estressado demais.’
Aham, pode ser.
Falta de ‘amigos’?
Acho que não. Eu na verdade venho gerenciando e tentando diminuir a quantidade de contatos que tenho nestes pontos todos. Gerenciar social friends virou a necessidade mais recente, não é mesmo? Google+ querendo se diferenciar por melhores ferramentas pra organizar seus ‘amigos’.
Falta de ver os amigos pessoalmente?
Também não acho que seja o caso. Para aqueles amigos que moram longe e não dá pra ver, acompanhamos a vida um do outro, ao menos um pouquinho, pelas redes. Os que estão perto, combinamos um monte pelas redes e temos até nos visto até mais do que antes. (Sem falar que essa história de vida virtual e real separadas faz cada vez menos sentido, mas isso é assunto para outro texto.)
Excesso de informação?
Sim, pode ser. O grande vilão, a info-obesidade, a falha do filtro, o dia só tem 24 horas e todas aquelas coisas que a gente vê ou fala em palestras. Mas acho também que não…
Então o que seria? Qual o motivo dessa angústia?
Há algum tempo venho brincando e dizendo que olhar o Instagram é como olhar a revista Caras, só que melhor. São todos nossos amigos e todos estão lindos, felizes e sorridentes, em lugares incríveis e com fotos muito mais bonitas por causa dos filtros maravilhosos do programa que transformam qualquer instantânea lavada numa foto espetacular.
A partir dessa observação é que a coisa começou a clicar.
Londres, Paris, Grécia, Roma, Cannes, San Francisco, Disney. Buenos Aires. Egito, Morro Dois Irmãos, Búzios, passeios de veleiro, andar de balão, madrugada no Rock in Rio, checkin naquele restaurante incrível que acabou de abrir, checkin em todos aqueles restaurantes incríveis.
Uma festa incrível, modelos incríveis, óculos incríveis, roupas incríveis, filhos incríveis, almoço de família maravilhoso, o cachorro mais fofo do mundo, o gato dormindo ao sol, sorrisos, muito sorrisos, felicidade, muita felicidade.
Está aí a minha angústia.
Toda essa felicidade, toda essa coisa incrível e linda, todos esses lugares maravilhosos, ainda mais belos e ‘instagramados’ era o que estava me deixando angustiado.
Mas o que estaria acontecendo comigo? Recalque? Inveja disso tudo? Por que isso me deixaria angustiado e não feliz? Não seria legal ver essa felicidade toda dos meus amigos?
Se a vida fosse assim o tempo todo, seria legal sim. Mas vista pela lente da social media, a vida se transformou numa edição distorcida positivamente de si mesma e é isso que vem me incomodando.
Quando foi que você viu uma foto de alguém de pijama no Facebook? Não uma foto sexy, de pijama sexy. Uma foto sem graça, mal iluminada de alguém de pijama velho? Um vídeo de 5 minutos de alguém passando fio dental e escovando os dentes sem nenhuma mensagem ou sacadinha? Uma discussão realmente sem importância de um casal? Uma foto sem filtro de uma caixa de sabão em pó? Um checkin na escola de alguém que foi deixar o filho de manhã na escola? Alguém dizendo que comeu pão de forma com margarina no café? Comemorando que está indo de ônibus trabalhar naquele dia? Foto da oficina mecânica onde o carro foi fazer uma revisão regular?
Na edição da vida em que transformamos a social media, não há espaço para o comum, o mundano, o regular, o cotidiano, ou se quisermos radicalizar, para a ‘vida’ como ela realmente é: às vezes boa, às vezes ruim, às vezes péssima, outras fantástica.
A vida vista pela social media é feliz, linda e instagramada em lugares incríveis, 98% do tempo (nos outros 2% estamos xingando no Twitter). Só mostramos aquilo que gostamos demais, os momentos demais, as comidas demais, através de fotos demais com os filtros mais bacanas. É basicamente uma edição bacana da realidade que deixa de fora justamente tudo o que não é lindo e incrível.
E como não acompanhamos isso tudo com um disclaimer na cabeça que diz “Os fatos e fotos aqui apresentados representam apenas o lado bacana da vida das pessoas, mas todo mundo tem seus bons e maus momentos”, a gente facilmente acaba por achar que a vida de todo mundo é 100% perfeita, menos a nossa, e isso certamente é motivo pra qualquer um se angustiar demais.
Porque não importa o quão bacana seja a sua vida, ou o que você tenha feito de legal num determinado dia. Nada do que você fez, tem ou é poderá nunca se comparar com todo esse mundo perfeito, incrível, de gente feliz e lugares extraordinários que é o coletivo de informações que chegam dos nossos social friends.
É preciso se dar conta que todo mundo tem o seu lado normal mas que simplesmente prefere não mostrar porque considera que não tem graça. E com razão, afinal qual é a graça de publicar um vídeo de alguém passando fio dental?
Talvez o Facebook e, principalmente, o Instragram realmente devessem colocar o disclaimer. Certamente ajudaria a diminuir essa angústia.
‘Desencana’ você vai dizer. ‘Você é que está estressado demais.’
Aham, pode ser.
[Webinsider]
05 de outubro de 2011, 19:39
Michel Lent Schwartzman (michel@lent.com.br) é publicitário e especialista em mídias interativas.
Fonte: http://webinsider.uol.com.br/ 2011/10/05/social-media-e-a- ditadura-da-felicidade/
05 de outubro de 2011, 19:39
Michel Lent Schwartzman (michel@lent.com.br) é publicitário e especialista em mídias interativas.
Fonte: http://webinsider.uol.com.br/
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Amigos
on-line
(resumo, domingo 16 outubro 2001)
Introdução
Neste
quinto encontro vamos tratar da amizade on-line, pros e contras.
Amizade
é algo realmente importante. Em 1937, na Universidade de Harvard, começou o
maior estudo já realizado sobre a saúde humana. O projeto, que continua até
hoje, acompanha milhares de pessoas. Voluntários de todas as idades e perfis,
que têm sua vida analisada e passam por entrevistas e exames periódicos que
tentam responder à seguinte pergunta: o que faz uma pessoa ser saudável. A
conclusão é surpreendente. O fator que mais influi no nível de saúde das
pessoas não é a riqueza, a genética, a rotina nem a alimentação. São os amigos.
Importante
dialogar sobre nossa concepção de amizade.
Dois
aspectos: qualidade e quantidade.
-
percepção do outro
-
romper barreiras
-
superar aparências
-
desenvolver maneiras especiais de ver,
ouvir, tocar, sentir o outro
-
aprender a ler sinais não-verbais da
emoção
-
a cegueira que a convivência ocasiona nos
relacionamentos
Para
trabalhar esses aspectos, dois tipos de meditação_ autoconhecimento e
equanimidade.
Diferença
entre nossos amigos reais e desenvolver uma attitude amigável por todos os
seres vivos. Amigos são em número finito? Diz um estudo que o cérebro comporta
no máximo 150 amigos, pois é o que o cérebro consegue administrar ao mesmo
tempo. São as pessoas cujos nomes, rostos e características você consegue
memorizar e acionar caso seja necessário.
Se
esse estudo estiver certo, podemos concluir que o número de amigos que temos se
reduz a um círculo limitado, finito. Contudo, podemos atingir um círculo
infinito de seres desenvolvendo atitudes amigáveis em relação a todos.
No
Brasil, segundo pesquisa do IBOPE (2011), 77,8 milhões de pessoas têm acesso à
internet. Gostemos ou não, a influência da internet e das redes como Orkut e
Facebook em nossas vidas é um fato. Como ficam as amizades On-line?
Vídeos:
Você
quer ser meu amigo?
Desconectar-se
para conectar-se
O
que diz Zygmunt Bauman
Discussão
e Meditação
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Amigos, Diálogos de capacitação e meditação.
No dia 16 de outubro, o assunto será Amizade On-line. Vou apresentar a opinião de Zigmund Bauman como ponto de partida para nosso diálogo. 17 h Rua Arapiraca, 360 - Vila Madalena.
Dia 09, conversamos com a escritora Lia Zatz. Ela apresentou 4 livros que serviram de base para o diálogo:
Nique toda chique
autora Jane O`Connor
ilustrador Robin Preiss Glasser
Editora Rocco
Not Now Bernard
de David McKee
esse já existe em português, acho que é da Martins Fontes
Quando a mãe grita
de Jutta Bauer
o original é alemão, mas usei uma versão de Portugal (Ana Paula Faria - Editora)
A caminho de casa
autora Libby Hathorn
ilustrador Gregory Rogers
Ed. Martins Fontes
No dia 16 de outubro, o assunto será Amizade On-line. Vou apresentar a opinião de Zigmund Bauman como ponto de partida para nosso diálogo. 17 h Rua Arapiraca, 360 - Vila Madalena.
Dia 09, conversamos com a escritora Lia Zatz. Ela apresentou 4 livros que serviram de base para o diálogo:
Nique toda chique
autora Jane O`Connor
ilustrador Robin Preiss Glasser
Editora Rocco
Not Now Bernard
de David McKee
esse já existe em português, acho que é da Martins Fontes
Quando a mãe grita
de Jutta Bauer
o original é alemão, mas usei uma versão de Portugal (Ana Paula Faria - Editora)
A caminho de casa
autora Libby Hathorn
ilustrador Gregory Rogers
Ed. Martins Fontes
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Diálogo – domingo
02-10-11
O que é um amigo? A pergunta está em aberto. Talvez não
haja uma resposta única. Em geral, trata-se da nossa relação com o outro.
Nesses encontros, estamos enfatizando alguns aspectos que bloqueiam essa relação,
dificultando-a ou até impedindo que ela se inicie. As aparências enganam e as
coisas estão em constante mudança. Assim, precisamos tentar enxergar além das
aparências. Isso vai abalar nossos preconceitos e expandir nossa capacidade de
ser amigo dos outros. Outro ponto importante é dar uma chance a nós mesmos e
aos outros – acreditar em nós. As habilidades que estamos treinando são:
aprender a ouvir e a falar (por meio da prática do diálogo); vivenciar cada
momento e desenvolver equanimidade (por meio da meditação).
Hoje vou
apresentar alguns aspectos do
trabalho de Kay Pranis sobre os círculos de diálogo. Leitura: Processos
Circulares, Kay Pranis, Editora Palas Athena
Os círculos de diálogo
não buscam levar o grupo a um consenso ou a sanar rupturas graves nos
relacionamentos. Simplesmente permitem que todos falem sobre determinado
assunto a partir de sua perspectiva. A partilha de pontos de vistas diferentes
aumenta a compreensão sobre a questão e pode melhorar os relacionamentos em
profundidade (…)
O bastão da fala é um elemento
de vital importância para criar um espaço onde os participantes consigam falar
a partir de um recôndito íntimo de verdade. Ele dá a segurança de que não serão
interrompidos, de que poderão fazer pausas para encontrar as palavras que
expressem aquilo que está em seu coração e sua mente, e que elas serão integral
e respeitosamente ouvidas. O bastão da fala desacelera o ritmo da conversa e
estimula interações refletidas e cuidadosas entre os participantes. (estamos
usando aqui um pau-de-canela).
O bastão gera um nível
de ordenação do dialogo que permite a expressão de emoções difíceis sem que o
processo entre numa espiral de descontrole. É um poderoso equalizador. Permite
que cada participante tenha igual oportunidade de falar (...) Leitura de outros
trechos.
Meditação
1- Introdução: Meditação e felicidade – Richard Davidson-
Universidade de Wisconsin em Madison. É o Director do Laboratório de
Neurociência Afetiva, Waisman Laboratório para Imagens do Cérebro e o Centro
para Investigar Mentes Saudáveis.
Em laboratórios de todo o
mundo, o estudo do cérebro entrou numa fase detalhada, que permite chegar a
conclusões sobre o grau de FELICIDADE das pessoas. E estes esforços levaram os
investigadores a surpreendentes análises comparativas.
O homem mais feliz do
planeta hoje, segundo um recente experimento científico, é um indivíduo que
vive em uma cela de dois por dois, não é dono nem executivo de nenhuma das
companhias da Fortune 500, não dependente de celular, nem dirige um BMW, não
veste Armani nem Hugo Boss, ignora Prozac, Viagra ou êxtasis, nem bebe
Coca-Cola.
A causa desse resultado,
diz o chefe do estudo, Richard J. Davidson, e não é um mistério nem graça
divina: “ Chama-se plasticidade mental. É a capacidade humana de
modificar fisicamente o cérebro por meio dos pensamentos que escolhemos ter.
Igual aos músculos do corpo, o cérebro desenvolve e fortalece os neurônios mais
utilizados. Pensamentos negativos aumentam a atividade no córtex direito do
cérebro e em conseqüência disso sentimos mais ansiedade, depressão e
hostilidade. Em outras palavras: mais infelicidade auto-gerada.” “ Por outro
lado, quem desenvolve bons pensamentos e uma visão amorosa da vida, exercita o
córtex esquerdo, elevando emoções prazerosas e felicidade.”
Diz ainda: “ O resultado
desse estudo pode mudar por completo a visão que temos do cérebro humano. São
enormes as suas implicações.” “ Entre estados de meditação, as ondas cerebrais
permanecem intensas, sugerindo que é possível treinar o cérebro e controlar as
emoções, mudando a estrutura da própria mente. A meditação pode mudar as
funções cerebrais de forma durável. Tudo indica que o cérebro pode ser treinado
durante a idade adulta e podemos até modificar a sua organização interna, algo
que experiências com músicos também já tinham demonstrado.”
Richard adverte que não
se trata de decidirmos que vamos ver a vida cor de rosa de um dia para outro. O
que podemos fazer é trabalhar sistematicamente para debilitar os músculos que
causam infelicidade; o mesmo que temos fortalecido tanto ao nos acreditar
vítimas do passado, de nossos pais ou do nosso meio. E paralelamente, começar a
exercitar os músculos mentais que nos tornam absoluta e diretamente
responsáveis pela nossa própria felicidade.
2- Breve explicação da
meditação Sentar na Calma.
3- Explicação da
meditação em Equanimidade.
4- Meditação Guiada (15
minutos)
Incomensurável equanimidade
1- A maioria dos nossos problemas pessoais é causada
pela nossa
mente tendenciosa. Pensamos que nós, nossa família e nossos
amigos somos mais importantes que os outros. Apreciamos aqueles que
estão mais próximos de nós e defendemos seus interesses; no entanto, negligenciamos os demais seres e menosprezamos seus interesses.
mente tendenciosa. Pensamos que nós, nossa família e nossos
amigos somos mais importantes que os outros. Apreciamos aqueles que
estão mais próximos de nós e defendemos seus interesses; no entanto, negligenciamos os demais seres e menosprezamos seus interesses.
2- Quando tivermos equanimidade, veremos todos os
seres como igualmente preciosos e, em consequência disso, superaremos muitos
dos nossos problemas atuais.
3- Meditar em equanimidade é muito benéfico, para
nós e também para os outros. Aumenta nossa felicidade e melhora todos os nossos
relacionamentos. Cria a base para nos sentirmos em paz, aconteça o que acontecer
– quer chova, quer faça sol.
Contemple:
Você está sentado em postura de meditação e, ao seu
redor, estão milhares de seres vivos, que preenchem todo o espaço. Perceba sua
mãe à sua esquerda, seu pai à sua direita. Em torno de vocês, em vários
círculos concêntricos, infinitos outros seres.
Alguns aparecem como amigos, outros como inimigos e
a maioria como estranhos. Vamos ultrapassar essas aparências. Todos eles são
apenas seres vivos que desejam ser felizes e querem evitar o sofrimento. Nesse
sentido, são todos iguais.
Além disso, eles mudam de posição: amigos às vezes
se tornam inimigos; inimigos se tornam amigos; estranhos podem se tornar amigos
ou inimigos. No entanto, todos eles continuam a ser iguais – desejam ser
felizes e querem evitar o sofrimento.
Para gerar equanimidade, pense: Quando olho para um
céu azul, completamente sem nuvens, não tenho razão alguma para preferir o
leste ao oeste ou o oeste ao leste. Do mesmo modo, ao olhar para os seres
vivos, não tenho razão alguma para separá-los e discriminá-los como amigos,
inimigos e estranhos. Todos eles são apenas seres vivos, querem ser felizes
tanto quanto eu; querem evitar o sofrimento, tanto quanto eu.
Sinta, agora, que todos os seres são igualmente
importantes para você. Como um céu completamente azul, livre de nuvens.
Próximo dialogo: 09 de outubro, 17 horas.
Convidada: Lia Zatz
Nasceu em São Paulo, em 1952, graduou-se em
filosofia pela Universidade de Paris-Nanterre, e cursou pós-graduação em ciências
políticas na Universidade de São Paulo. Trabalha na área da literatura infantil
e infanto-juvenil desde 1987. Seu desafio maior nestes últimos anos tem sido não
só escrever bons livros para crianças mas também trabalhar para que os livros e
a leitura não sejam um privilégio de poucos mas um direito de todos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Dizer não - resumo
Resumo do Diálogo, domingo, 25 de setembro
Amigos, inimigos e estranhos
Faça um gesto para expressar amigo/amor; inimigo/aversão; e
indiferença.
Aparentemente amor e amizade são tidos como algo positivo e
aversão e indiferença como negativo. Pensando além das aparências, veremos que
o amor/amizade tem a sua sombra e podem significar: engolir, afogar, aprisionar
o outro etc.
A aversão/oposição, por outro lado, podem significar: dar
parâmetros, criar tensão para que haja crescimento, impedir desastres etc.
A indiferença vai de um “sei lá” até o autismo. Às vezes, é
pior que a aversão, porque bloqueia um relacionamento antes mesmo que ele possa
começar. Um tipo de desprezo pelo outro. Mas até a indiferença pode representar
algo positivo se pensarmos nos seus aspectos de neutralidade, equanimidade.
- Fronteiras que dividem as pessoas em amigos, inimigos e
estranhos não são claras. Amigos podem ser inimigos, inimigos amigos e
estranhos amigos ou inimigos. Precisamos dos três, porque cada um nos ensina
algo diferente.
Aprender a dizer não e a ouvir não (Vou falar
de dizer não e vocês vão falar de ouvir não)
Temos receio de dizer não: não vão gostar de mim; posso ser
demitido; vou perder o cliente; a oportunidade, o negócio; vou ser punido etc.
Mas dizer não tem vários benefícios:
1. Reconhecer
nossos limites e transmitir isso aos outros com clarezas. Imagine o que seria
mergulhar sem saber se estamos mergulhando numa lagoa rasa, num oceano profundo
ou num rio; ignorar as margens, a profundeza, correntezas, seus monstros etc.?
Conhecer nossas águas e informar os outros sobre as zonas de perigo.
2. Situar
nossos limites no tempo: agora eu não posso. Preservar nossos sonhos e
nossa imaginação. No futuro “quero poder”, “vou poder”... me aguarde! Temos a
oportunidade de treinar; mantém aberta a possibilidade de mudança.
3. Honestidade
no relacionamento. Leitura de um trecho do livro O Espírito da Intimidade.
4. Limites
das nossas juras: nosso medo, nossa morte.
Diferença entre acolher a dor do outro e a onipotência de
achar que podemos impedir que sofra. Com nossos filhos. Infantilizando o
parceiro. Com pessoas doentes e velhas.
Diálogos de Outubro
02- Explicação da técnica do circulo de diálogo e da
meditação (prática de equanimidade)
09- Convidada Lia Zatz, escritora. A amizade no mundo
infantil
16- A amizade on-line
23- Convidada Maria Lucia Teixeira, terapeuta.
Características emocionais que impedem a amizade (vivência)
30- Encerramento: avaliação; resultado da pesquisa coletiva;
curta metragem: All you need is Love (uma fabula urbana que aborda as diversas
camadas da realidade e mostra que as aparências enganam)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Encontro com Sílvia Bittencourt
Coreógrafa, professora na Escola de Arte Dramática da USP e mestre em Artes Cênicas pela ECA-USP. Quem quiser falar com ela pode escrever para: stbittencourt@uol.com.br
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Resumo do segundo encontro –
11/09/2011
Amigos – Diálogos de
Capacitação e Meditação
Apresentação do Espaço Francisco e da Ong Meditadores.
Espaço dedicado à saúde. A
palavra “saúde” encontra sua raiz na palavra “são”, que significa “inteiro”
(total, completo); isto é, para ser saudável é preciso estar inteiro (shalem em hebraico). A meditação é um
método que acessa nossa integridade como ser humano e nos permite “estar
inteiro”. “O homem sempre sentiu que a totalidade ou integridade é uma
necessidade absoluta que faz com que a vida seja digna de ser vivida.” David Bohm, Totalidade
e a Ordem Implicada, Ed Madras
AS APARÊNCIAS ENGANAM
2 histórias: A menina e o
mendigo e A monja e o pedinte.
Sabemos que as aparências
enganam, não é? Então, por que nos deixamos enganar por elas? E como podemos
nos proteger contra desse tipo de engano?
Deixamo-nos enganar porque,
ao ver meras aparências, acreditamos que existe uma realidade fora de nós,
esperando para ser conhecida por nós;
nunca imaginamos que interferimos, de alguma maneira, nela. Nas palavras
do físico David Bown: “existe uma fragmentação da consciência humana que nos
leva a distinguir entre as pessoas (raça, nação, família, profissão, etc.),
distinguir entre amigos, inimigos e estranhos. Essa falsa discriminação impede que
a humanidade trabalhe em conjunto para o bem comum e até pela sua própria
sobrevivência.” Alimentamos um tipo de pensamento que trata as coisas como se
fossem inerentemente divididas, desconectadas e separadas em partes constituintes
menores ainda. Cada parte é considerada essencialmente independente e
auto-existente.
Quando o homem pensa em si dessa maneira, ele
inevitavelmente tende a defender as necessidades do seu próprio ego contra o
dos outros; ou seja, quando ele se identifica com um grupo de pessoas do mesmo
tipo (amigos), ele defende o grupo de modo similar. Não consegue pensar na
humanidade como sendo uma realidade básica, cujo direito vem antes. A visão que
temos de uma pessoa influencia nosso relacionamento com ela.
Se nos aproximarmos de outra pessoa com uma teoria
fixa sobre ela, considerando-a, por exemplo, como um “inimigo” do qual devemos
nos proteger, essa pessoa reagirá de forma similar e, consequentemente, nossa
teoria será confirmada pela experiência. Primeiro dividimos as pessoas em
amigos, inimigos e estranhos e, depois, acreditamos que elas são realmente
amigos, inimigos e estranhos. Acreditamos nas aparências que foram criadas por
nós mesmos.
Como nos proteger contra esse
equívoco? Sem a intenção de esgotar o assunto, apresento dois pontos
importantes:
a)
Admitir que
tudo está em constante mudança.
Costumamos pensar: eu sou assim, o outro é assim (“assim” = fixo; te conheço na
palma da mão). Seria mais correto pensarmos que nosso modo de pensar é tão somente
uma idéia nossa e pode estar errada. O máximo que podemos dizer é “ele aparece
assim para mim neste momento”. O que implica que “pode mudar”. Ele pode mudar,
eu posso mudar. Se eu mudar, o que vejo atualmente também mudará.
As águas de
um rio como o nosso Tiete estão tão poluídas que mal parecem ser água. Quando
chove, bóiam sofás, carcaças de bicicletas, latas, sacos de lixo... tudo o que
se possa imaginar; sua cor é marrom e ela fede à distância. Contudo, apesar
dessa poluição, a água continua sendo água. Retire-se a poluição e a água pura
está lá. Ou não?
As águas
poluídas do Tiete podem servir como analogia com nossas mentes poluídas quando
estamos cheios de ódio, sentimentos de vingança, rancor, inveja ou orgulho.
Parece quase impossível, mas por trás disso tudo há apenas mente... Podemos nos
despoluir. Temos uma “canção” dentro de nós (referência ao poema de Tolba
Phanem).
Se
conseguirmos olhar para nós com esse “otimismo”, vamos nos tornar capazes de
enxergar os outros da mesma maneira, ou seja, vendo através das aparências...
enxergando a “água pura” que cada um deles é.
b)
O segundo ponto
para nos proteger contra as aparências enganosas, seria desenvolver dois
fatores mentais: o “senso de vergonha” e a “consideração pelos outros”. Juntos,
esses 2 fatores mentais constituem a base de todo o convívio social, da ética
de viver em sociedade. Senso de vergonha é abster-se de qualquer ação imprópria
por motivos que dizem respeito à própria pessoa que se abtém (exemplo: não vou
matar esse inseto porque sou budista (e budistas não matam outros seres vivos).
A consideração pelos outros também nos leva a nos abster, mas por motivos que
dizem respeito aos outros (exemplo: não vou pescar porque isso causa sofrimento
ao peixe).
Apoiados em
senso de vergonha e em consideração, poderemos nos relacionar com os outros, malgrado
as aparências. Vamos apresentar um trecho do filme japonês A viagem de Chihiro. Reparem no
personagem da Dona da Casa de Banhos, quando ela recebe o que ela julga ser O
Espírito do Mau Cheiro.
(filme)
Prática do círculo de diálogo com o “bastão da fala”
(conduzir) a
respiração de diálogo.
1 rodada:
apresentação / diga seu nome e uma frase que o apresente.
2 rodada: um
exemplo pessoal de como as aparências enganam.
3 rodada:
que aspecto do filme chama a sua atenção? (exemplo: houve a prática de
consideração? O Senhor da Sujeira já era o Senhor das Águas desde o início? Por
que ninguém o via assim?)
(Comentários
trazidos para o grupo geral)
Meditação: Equanimidade, o azul do céu
Cada visão oferece apenas uma aparência do objeto em
algum de seus aspectos.
Quando compreendermos profundamente que as nossas
teorias sobre as pessoas, (que as dividem rigidamente em amigos, inimigos e
estranhos), são apenas aparências superficiais, não caíremos no hábito de ver a
realidade e de agir em relação a ela como se fosse constituída de fragmentos
fixos e separados.
Amigos, inimigos e estranhos são como nuvens num céu
azul. Nuvens que se dissipam no azul do céu. Quando o céu está azul (límpido,
sem nuvens) todos os seus lados são iguais. Não desenvolvemos preferências ou
aversões pelo lado direito, esquerdo ou central, pois tudo é um mesmo azul.
Os seres vivos, na sua essência, são como um céu azul,
pois todos querem a mesma coisa: “todos eles querem ser felizes e todos eles
querem evitar o sofrimento”. Nesse sentido, somos todos iguais.
Quando esse sentimento de absoluta igualdade surgir em
nosso coração, paramos de pensar e nos concentramos unifocadamente nele.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Quem quiser ouvir a música africana do primeiro encontro segue link
http://www.youtube.com/watch? v=5D9ZOaOArj0
http://www.youtube.com/watch?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Resumo 1 Dialogo
AMIGOS – DIÁLOGOS DE CAPACITAÇÃO E MEDITAÇÃO
RESUMO DO PRIMEIRO ENCONTRO – 04/09/2011
Um novo paradigma de saúde
O Espaco Francisco é um espaço dedicado a saúde.
O que é saúde? A medicina ocidental, ao lutar contra as doenças infecciosas, privilegiou
a ideia de que o mal vem de um inimigo exterior (patogênico/vírus ou bactéria)
mais do que de uma fraqueza de nossas defesas interiores. Ela subestimou as
causas internas das falhas imunológicas, em particular as causas psíquicas que
afetam o nosso organismo, como o stress e a depressão; falhas que já estão
dentro de nós quando um vírus penetra nosso organismo. Os novos paradigmas de
saúde a entendem como uma totalidade, onde a que acontece em nossa mente tem
uma grande importância para nosso estado geral de saúde.
Esse pensamento foi a base para o encontro de
amizade que surgiu entre o Espaço Francisco e a ONG Meditadores. Nossa ONG
emprega métodos, que unificam estudo, diálogo e meditação, contribuindo assim
com a saúde da cidadania, com a recuperação da nossa humanidade, paz interior e
capacidade de sermos amigos uns dos outros.
Introdução à prática de diálogos
Como aprendemos? Nossa capacidade de aprender
está ligada, em grande parte, ao condicionamento (sendo o mais clássico o tipo
Pavilov)
Prazer e dor, afinidade e estranheza, amor e
rejeição, a percepção de amigos, inimigos e estranhos depende em grande
parte das nossas crenças e preconceitos; ao sentir prazer, não estamos apenas
reagindo aos aspectos superficiais de um objeto ou de uma pessoa (gosto, cheiro,
aparência). Nosso prazer é influenciado pelo conhecimento e pelas crenças que
temos. Exemplo: queijo com cheiro forte (cadáver de animal∕nojo; queijo
caro∕salivação).
Como esse processo acontece dentro do nosso
cérebro? “Ninguém sabe ao certo”, quem diz é o professor Paul Bloom,
pesquisador da universidade de Yale. O que se sabe é que o conhecimento
direciona nossas sensações de forma que sejam, ou não, prazerosas.
Entender isso faz tomar consciência de que somos
mais livres e responsáveis pelo que nos acontece do que imaginamos. Livres
porque podemos fazer opções e talvez mudar alguns condicionamentos ∕ reações
que nos desagradam; e responsáveis, não no sentido de que somos culpados pelo
que nos acontece, mas sim porque podemos exercer escolha; liberdade de fazer
associações benéficas.
Prática do círculo de diálogo
Na experiência de hoje, vamos ouvir uma música
numa língua estranha; sem entender as palavras. A seguir vamos associar a
música a um conteúdo: texto da poetisa africana, lutadora pelos direitos civis
das mulheres, Tolba Phanem. A seguir, praticar o círculo de diálogo.
Respiração e diálogo
Sentir o ar entrando e saindo dos pulmões (…)
Perceba o ritmo e a troca. O ar sai pelas nossas narinas, se mistura com o
ambiente, e entra novamente em nós.
Essa respiração se compara a um diálogo, os pensamentos em
forma de palavras saem de nós, se misturam com os pensamentos dos outros e,
novamente, entram em nós por meio do ouvir.
Explicações gerais: tema, diálogo e meditação
Tema: Quantos amigos temos?
Zigmund Bauman, numa entrevista para o Café Filosófico, contou...
Mas será que amizade exige necessariamente o olho a olho? É possível ser amigo nas redes sociais? Em que momento conhecemos nossos amigos... na dor... ou será quando fazemos sucesso e eles, sem inveja, se regozijam conosco? Qual é o lugar do NÃO na amizade? Solidão é falta de amizade? Alguns dos assuntos que vamos tratar nesses 8 encontros.
Mas será que amizade exige necessariamente o olho a olho? É possível ser amigo nas redes sociais? Em que momento conhecemos nossos amigos... na dor... ou será quando fazemos sucesso e eles, sem inveja, se regozijam conosco? Qual é o lugar do NÃO na amizade? Solidão é falta de amizade? Alguns dos assuntos que vamos tratar nesses 8 encontros.
Nós e os outros. Eu e o outro. Os outros estão
dentro de nós, mais do que imaginamos. Somos feitos de outros. Literalmente,
pedaço do pai + mãe. Somos feitos, existimos, graças aos cuidados dos outros.
Sem os outros não sobreviríamos. Olhe para qualquer lado, pense no que for, e
verá surgir os outros. Coisas simples como abrir uma torneira, sentar nessa
cadeira ou no chão, são os outros. A comida que ingerimos e que alimentam as
células do nosso corpo. Nosso corpo é feito de outros.
Somos feitos do olhar dos outros. Peter Senge
(autor de A Quinta Disciplina),
relata que em certas tribos do Natal, na África do Sul, o principal cumprimento
é a expressão Sawu bonam que
significa “eu vejo você”. E as pessoas que são assim saudadas, respondem
dizendo Sikhona, “eu estou aqui”.
Começamos a existir quando o outro nos vê. (descobrir e desenvolver “outridade”/
alteridade)
Diálogo e Meditação
são métodos para descobrirmos a amizade dentro de nós. Vamos nos des-cobrir∕despir,
para encontrar um potencial de amizade que já está dentro de nós.
Etimologia da palavra diálogo segundo David
Bohm: Diálogo vem do grego diálogos.
Logos significa palavra ou significado da palavra. Dia significa através. Dialogo é uma corrente de significados que
flui entre nós e por nosso intermédio. Se o espírito de diálogo estiver
presente, uma pessoa pode dialogar consigo mesma. Mas quando o diálogo fluir
através do grupo, novos significados ou compreensões vão emergir. Exercitar
nossa mente, flexibilizá-la para acolher novos conteúdos.
A dinâmica de um diálogo difere da relação
Professor X Alunos. No diálogo todos participam e trocam idéias. A única
exigência é que haja a vontade de ouvir e de entender aquilo que cada um diz e
uma fala sincera e gentil.
Vou atuar como mediadora ou “levantadora de
idéias”. Começo apresentando uma idéia. Pensamos e tentamos entender essa
idéia, mesmo que ela nos pareça estranha ou contrarie aquilo que estamos
acostumados a pensar. Depois de entender, formamos grupos menores e conversamos
tranquilamente sobre nossas opiniões e o que foi dito. Todos podem falar ou
silenciar. Uma conversa tranqüila; cada 1 pode ficar com a sua opinião se
quiser. Não há conteúdo a ser passado, não há imposição. Voluntariamente estamos
dialogando. Um “encontro de mundos”. Isso poderá propiciar o surgimento de
novos conteúdos. Ginástica mental. Proponho que usemos o bastão, para
simbolizar o empoderamento de quem fala e o respeito de quem ouve (cada grupo
pode escolher na hora um objeto que sirva de bastão).
MEDITAÇÃO: No final de cada encontro, vou
explicar e conduzir uma meditação. As meditações são budistas (Meditar na calma
- de inspiração Zen; e Equanimidade, budismo mahayana).
Convidados especiais ...
Sessão 3- 18 setembro - Corporalidade na amizade. Com Silvia Bittencourt.
Sessão 6- 09 outubro - A amizade no mundo infantil. Com Lia Zatz.
Sessão 8- 23 outubro - Características emocionais que impedem a amizade. Com Maria Lucia
Teixeira.
Prática: grupos de 5; escolher o bastão; respirar
juntos; cada um pensa em algo que represente sua própria canção; quando o
bastão passar diga ao grupo; ouvir a música novamente juntos).
MEDITAÇÃO: Sentar na calma
(ver item meditação)
A canção dos homens
“Em uma tribo na África do Sul, quando uma mulher está
prestes a dar à luz, ela vai para a mata com outras mulheres e, juntas, elas
rezam até aparecer a “canção da criança”.
Quando a criança nasce, a comunidade toda se reúne ao seu
redor e lhe canta a sua canção.
Em todas as fases importantes de sua vida – quando começa a
ser educada, quando se torna adulto ou no dia do seu casamento –, a pessoa ouve
a sua canção.
Finalmente, quando se aproxima do momento de deixar esse
mundo, a família e os amigos se aproximam e cantam novamente a sua canção, como
o fizeram no seu nascimento.
Mas há uma outra ocasião muito especial em que os homens e
mulheres dessa tribo ouvem a sua canção. Se em algum momento da vida a pessoa
comete um crime ou um ato social aberrante, os membros da tribo a levam para o
centro do povoado e formam um círculo ao seu redor. Então, todos lhe cantam a
sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas
anti-sociais não é o castigo. Eles acreditam que é o amor e a lembrança da
verdadeira identidade da pessoa.
Quando reconhecemos nossa própria canção, não temos desejos
nem a necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a tua canção e a cantam quando você
mesmo a esquece.
Aqueles que te
amam não podem ser enganados pelos erros que tu cometes ou pelas imagens
escuras que, às vezes, mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua
totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado;
reconhecem teu propósito quando estás confuso.”
Tolba
Phanem
Poetisa Africana, lutadora pelos direitos civis das
mulheres.
sábado, 3 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Inscrições para os Diálogos
As inscrições para AMIGOS, diálogos de capacitação e meditação podem ser feitas pelos telefones 3814 5676 ou 9532 2395 e também pelo email ongmeditadores@gmail.com
terça-feira, 12 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Amigos, se todos fossem iguais a você...
Diálogos de capacitação e meditação.
Todos os domingos, setembro e outubro de 2011.
Mediadora Lucia Amaral.
Rua Arapiraca, 360 - Vila Madalena, SP
Vagas limitadas- inscrições pelos telefones: 3812 6258 ou 9532 2395
Vagas limitadas- inscrições pelos telefones: 3812 6258 ou 9532 2395
- Se entendermos qual é a diferença entre ter amigos e desenvolver uma atitude amigável em relação ao outro, poderemos transformar nossa maneira de nos relacionar em família, no trabalho e na vida urbana. A força do diálogo em grupo e a meditação, vão nos propiciar esta descoberta. Transforme sua mente, transforme seu mundo. Todos nós merecemos uma chance.
- Questões iniciais dos diálogos:
Amigo se conhece na hora da dor ou do regozijo?
Qual é o lugar do ‟não” na amizade?
O que fazer com nosso medo de ser rejeitado?
É possível expressar amizade através do contato físico?
Isolamento físico e mental do envelhecimento.
Solidão é falta de amizade?
Amizade on-line substitui o olho a olho?
Mais do que um simples "ouvir", esses encontros pretendem instigar a reflexão e a experiência de cada um dos participantes, de modo que possamos juntos desenvolver uma atitude amigável em relação ao outro.
Vamos aprender as meditações de atenção consciente (sentar na calma) e equanimidade.
Lucia Amaral, que foi monja budista durante 15 anos, reúne todas as condições para tornar esses diálogos uma capacitação transformadora. Os encontros vão durar uma hora e meia aproximadamente. Iniciaremos com um relaxamento e a meditação de ‟sentar na calma”. A seguir, Lucia apresentará ideias sobre o tema, e iniciaremos um diálogo com a participação de todos e/ou em duplas; finalizaremos com uma meditação guiada.
Convidados especiais para falar sobre:
- A amizade na literatura infantil;
- A corporalidade na amizade;
- As principais características emocionais que impedem a amizade;
Várias formas de pagamento:
- por sessão: 30,00
- total de 8 sessões: dois cheques de 85,00
- acima de 65 anos e menores de 13 não pagam.
terça-feira, 24 de maio de 2011
sentar na calma
Sentar na calma significa que sentamos nossa mente na calma.
Um cessar dos nossos pensamentos, que estão sempre antecipando o futuro ou remoendo o passado.
Sentamos nossa mente na almofada do agora. Desse modo, vivemos cada momento presente como um momento único e precioso.
Comprendendo isso, podemos sentar a mente na calma em todas as situações, até quando estamos andando, tomando um banho ou comendo. A nossa mente e a almofada do momento presente estão sempre conosco. Basta nos lembrarmos disso para nos sentarmos na calma.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
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