Meditações

Respiração e diálogo

 Sentir o ar entrando e saindo dos pulmões (…) Perceba o ritmo e a troca. O ar sai pelas nossas narinas, se mistura com o ambiente, e entra novamente em nós. 
Essa respiração se compara a um diálogo, os pensamentos em forma de palavras saem de nós, se misturam com os pensamentos dos outros e, novamente, entram em nós por meio do ouvir.

 

Sentar na calma

Sentar na calma significa que sentamos nossa mente na calma. Um cessar dos nossos pensamentos, que estão sempre antecipando o futuro ou remoendo o passado. 

Sentamos nossa mente na almofada do agora. Desse modo, vivemos cada momento presente como um momento único e precioso. Comprendendo isso, poderemos sentar a mente na calma em todas as situações, até quando estivermos andando, tomando um banho ou comendo. 

A nossa mente e a almofada do momento presente estão sempre conosco. Basta nos lembrarmos disso para nos sentarmos na calma.



Meditação: Equanimidade, o azul do céu

Nossas visões captam apenas uma aparência do objeto em algum de seus aspectos.


Quando compreendermos profundamente que as nossas teorias sobre as pessoas, (que as dividem rigidamente em amigos, inimigos e estranhos), são apenas aparências superficiais, não caíremos no hábito de ver a realidade e de agir em relação a ela como se fosse constituída de fragmentos fixos e separados.


Amigos, inimigos e estranhos são como nuvens num céu azul. Nuvens que se dissipam no azul do céu. Quando o céu está azul (límpido, sem nuvens) todos os seus lados são iguais. Não desenvolvemos preferências ou aversões pelo lado direito, esquerdo ou central, pois tudo é um mesmo azul.


Os seres vivos, na sua essência, são como um céu azul, pois todos querem a mesma coisa: “todos eles querem ser felizes e todos eles querem evitar o sofrimento”. Nesse sentido, somos todos iguais.


Quando esse sentimento de absoluta igualdade surgir em nosso coração, paramos de pensar e nos concentramos unifocadamente nele.